ROMY SCHNEIDER
ROMY SCHNEIDER
Eduardo Rennó
ROMY SCHNEIDER era uma
daquelas belezas que arrasam, com aquele olhar azul ... não, cinza, não,
bastante verde, dependia da luz dos sets, do clima, das tempestades ... ou das
lágrimas.
Algumas grandes atrizes
nascem trágicas, podem lutar ou rir alto, ou se esconder, é assim ...
Uma mulher que amou
demais...
Rosemarie Magdalena Albach,
nasceu em Viena, em 23 de setembro de 1938, naturalizada francesa e completaria
hoje 86 anos.
Quando ela tinha apenas
algumas semanas de vida, a família Albach deixou Viena durante a nazificação do
Anschluss e mudou-se para a propriedade Mariengrund em Schönau am Königssee nos
Alpes da Baviera, perto de Berchtesgaden.
O Berghof, o chalé de Adolf
Hitler localizado a vinte quilômetros pela rota, a cerca de seiscentos metros
em linha reta, era visível através do vale.
Devido aos seus
compromissos, os pais de Romy raramente eram presentes, e era sua avó, Maria
Schneider, que cuidava dela e de seu irmão.
Romy conheceu bem o círculo
de Adolf Hitler, que ela e sua mãe, Magda Schneider, frequentemente visitavam,
sendo inclusive isenta de impostos pelo Ministério da Propaganda Nazista.
Sobre isto, Romy Schneider
declarou em 1976: “Acredito que minha mãe teve uma relação com Hitler, e
provavelmente quiz se libertar desse passado dando aos filhos os primeiros
nomes de origem hebraica, David e Sarah.
Em 1943, seu pai Wolf
conheceu a atriz Trude Marlen e deixou sua mãe Magda. Com isso, Romy, com
apenas quatro anos e meio, se tornou mais apegada à mãe, a quem admirava
profundamente, assim como ao irmão, idealizando o pai ausente, e
posteriormente, projetando sua imagem na relação com seus futuros diretores.
Em 1944, Romy entra para
escola primária de Berchtesgaden.
O divórcio de seus pais
aconteceu em 1945. Naquela época, a
Áustria era novamente independente, mas ocupada pelos exércitos aliados.
No início dos anos 1950, por
volta dos quinze anos, Romy começou sua carreira de atriz no gênero Heimatfilm
alemão.
De 1955 a 1957, interpretou
a imperatriz Isabel da Áustria, apelidada de "Sissi", em três
filmes: "Sissi", em 1955,
"Sissi: A Imperatriz", em 1956 e "Sissi e Seu Desejo", em 1957,
que lhe trouxeram sucesso e reconhecimento internacional.
Romy Schneider ganhou duas
vezes o César de melhor atriz por seus papéis em "O importante é
Amar", em 1975 e "Uma História Simples", em 1978.
Em 1958, conheceu o ator
Alain Delon, com quem ficou noiva em 1959.
Em seguida, se mudou para a
França onde atuou em filmes de sucesso, aclamados pela crítica e dirigidos por
alguns dos diretores mais notáveis da época.
Seu relacionamento com Alain
Delon terminou em 1963, quando ela começou uma carreira nos Estados Unidos.
Depois desse relacionamento,
ela se casou duas vezes.
Em julho de 1981, o filho de
seu primeiro casamento, David, morreu aos 14 anos depois de tentar escalar a
cerca com pontas de ferro da casa dos pais de seu padrasto e perfurar a artéria
femoral. Schneider começou a beber
álcool em excesso após sua morte.
Em 29 de maio de 1982, aos
43 anos, a atriz foi encontrada morta em seu apartamento em Paris. Sofreu um
infarto, seguido de uma parada cardíaca, em consequência de insuficiência
cardíaca em fase terminal.
Romy Schneider, uma das
atrizes mais icônicas do cinema europeu, teve uma carreira prolífica que
abrangeu papéis memoráveis, especialmente no cinema francês e alemão. Abaixo,
segue uma lista com alguns dos filmes mais notáveis de sua carreira, incluindo aqueles
que marcaram o início de sua fama e seus trabalhos mais maduros.
Série "Sissi" - A Ascensão da Fama:
1. Sissi (1955) - Onde interpretou a Imperatriz Elisabeth
da Áustria.
2. Sissi, a Imperatriz (1956)
3. Sissi e seu Destino (1957)
Esses filmes trouxeram a
fama a Romy, embora ela tenha eventualmente rejeitado o estigma de
"princesa", buscando papéis mais profundos.
Outros Filmes Notáveis
4. Christine (1958) - Conheceu Alain Delon, com quem
formou um famoso casal.
5. O Processo (1962) - Direção de Orson Welles.
6. Boccaccio '70 (1962) - Segmento "La riffa",
dirigido por Vittorio De Sica.
7. O Cardeal (1963)
8. A Piscina (1969) - Com Alain Delon; um de seus filmes
mais icônicos.
9. O Caminho da Esperança (1970)
10. As Coisas da Vida (1970) - Dirigido por Claude
Sautet; um marco em sua carreira francesa.
11. O Importante é Amar (1975)
12. O Velho Fusil (1975)
13. Uma História Simples (1978)
14. Grupo de Família (1979) - Com direção de Luchino
Visconti.
15. A Banheira (1981)
Filmes Pós-Sissi
Romy optou por filmes
dramáticos e intensos, muitas vezes colaborando com diretores como Claude
Sautet, explorando temáticas existenciais e relacionamentos complexos.
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